O projeto Lampejo nasce baseado numa história de afinidade mútua entre nós, realizadores, e os moradores das comunidades quilombolas: Lagoa Santa e Porto de Trás, uma em Ituberá e outra em Itacaré, consecutivamente.
Nas "prosas de porta de rua", percebemos queixas que refletem as opressões historicamente impostas sobre os habitantes de territórios tradicionais negros e indígenas no Brasil.
Como reconhecemos a comunicação e o audiovisual como importantes ferramentas de empoderamento para grupos sociais invisibilizados, desenvolvemos a metodologia do Lampejo baseadas neste ponto.
Nas "prosas de porta de rua", percebemos queixas que refletem as opressões historicamente impostas sobre os habitantes de territórios tradicionais negros e indígenas no Brasil.
Como reconhecemos a comunicação e o audiovisual como importantes ferramentas de empoderamento para grupos sociais invisibilizados, desenvolvemos a metodologia do Lampejo baseadas neste ponto.
- "A nossa ideia sempre foi falar sobre a imagem do negro usando a comunicação e a educação. Foi aí que decidimos fazer uma oficina de fotografia, duas mostras de filmes e duas exposição fotográficas para cada comunidade, trazendo como mote as questões relativas à infância das crianças negras". -Andreza Mona, Produtora.
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Reunião entre os representantes do projeto Interlocuções, a reitora AdéliaPinheiro (à esq.), e o pró-reitor Alessandro Fernandes (ao centro) na UESC.
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O Lampejo conta com o apoio financeiro da Fundação Cultural do Estado da Bahia, através da 2ª chamada do edital Calendário das Artes de 2014. Mas percebemos que para realizar as ações precisaríamos de parcerias.
O casal de professores Laila Brichta e Flávio Gonçalves, abriram as portas do projeto de extensão universitária Interlocuções e abraçaram as ideias. Elxs propuseram uma integração entre as ações do Lampejo e o Interlocuções. Logo participamos de uma reunião entre a cúpula do projeto de extensão, a reitora da Universidade Estadual de Santa Cruz e o Pró-reitor de Extensão da universidade. Estava firmada a parceria.
O casal de professores Laila Brichta e Flávio Gonçalves, abriram as portas do projeto de extensão universitária Interlocuções e abraçaram as ideias. Elxs propuseram uma integração entre as ações do Lampejo e o Interlocuções. Logo participamos de uma reunião entre a cúpula do projeto de extensão, a reitora da Universidade Estadual de Santa Cruz e o Pró-reitor de Extensão da universidade. Estava firmada a parceria.
Também contamos com as parcerias fortalecedoras da ONG Filtro dos Sonhos de Ilhéus, da ONG Gongombira, Káwè- UESC, Stela Maria e Thassio Ramos, que nos emprestaram equipamentos e doaram alguns materiais para a realização do Lampejo.
Reunião com os pais, mães e lideranças do Porto de Trás.
A nossa relação com as pessoas do Porto de Trás e da Lagoa Santa é baseada no respeito, com certeza. Existe um sentimento de pertença. Por isso, nos reunimos com os país, educadores e lideranças das duas comunidades. Os dois grupos já sabiam da nossa corrida para viabilizar a ação, mas esses encontros ganharam a forma de apresentações oficiais. O nosso objetivo foi apresentar o projeto e submetê-lo às avaliações e considerações por parte de cada grupo.
Reunião com os pais, mães, educadores e lideranças da Lagoa Santa.
Na reunião da Lagoa Santa os moradores aderiram à iniciativa e se mostraram interessados em colaborar com a realização. No Porto de Trás também houve uma recepção muito boa, tanto que convidaram o Lampejo para fazer parte das atividades do II Festival da Cultura Quilombola de Itacaré. Aceitamos prontamente.
A partir da esquerda: Alvaro Coelho ( programador visual e designer gráfico), Flávio Rebouças
(oficineiro e fotógrafo expositor) e Andreza Mona (produtora).
Com a etapa de pré-produção encaminhada, nos resta organizar as coisas, pois será uma semana vivenciando cada quilombo, realizando a oficina Fotografia Imaginativa, mostra de filmes Cine Clarão e a exposição fotográfica Curiar.
Vamos que vamos!
Confira as atualizações na nossa página no facebook Lampejo - Fotografia imaginativa





Parabéns pelo lindo projeto! Que ele permaneça vivo e crie sempre a integração do povo brasileiro com a sua ancestralidade. Vocês querem manter a história viva e o atual projeto de governo deseja apagá-la. Essa iniciativa é resistência e luz. Esse Lampejo é inspirador.
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